Sábado, 29 de Setembro de 2007

Coelho de Sousa: Também as setas dão glória (I)



(I)





Na alma deste programa
Quero o meu coração.
Não se esqueça o que se ama
Com certeza e devoção.


Na minha voz e na mão
Erguerei  bem alto a chama:
Viva São Sebastião!
É o grito que proclama:

O sorriso da virtude,
Branca inocência de lírio
Na alma da juventude;

A fortaleza do amor
Na imolação do martírio
Para a glória do Senhor.

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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Coelho de Sousa: Fala do Mundo (VI e último)



(VI)

(




E tu vieste!


Vieste lá do alto,
E entre nós estás.
Rasgaste da  soberba o túmido planalto,
Brilhou na escuridão a tua doce paz.


O verbo dos profetas
está coado em leite...
E vem junto de ti o bardo dos poetas
trazido pela graça para teu deleite.

E eu que não sabia
Ao meu andar o rumo
E tinha dentro em mim reinando a perfídia
juntei por ti o oiro, a mirra, o incenso em fumo

E fiz que o tempo as mãos
pusesse ao pé de um berço...
Os anos(?) em redor pesaram como irmãos
E eu fiquei, no teu divino amor, imerso.



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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Coelho de Sousa: Fala do Mundo (V)



(V)





Virá o amor perdido.
Virá por cada boca o teu sorriso;
Virá, que eu sei, o laço
que prenderá num abraço
a terra e o paraíso!

Vem, Senhor, Vem! Vem!

Que esta maçã
Que eu trago em minhas mãos
na minha boca
na minha mente louca
é um veneno horrível
causando a cada hora
a minha morte!

Vem, Senhor, Vem!

Surge, oh! Rei, audaz e forte!
Espero a tua fala prometida...
O gládio por vibrar a vida
na redenção do teu amor!


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Domingo, 23 de Setembro de 2007

Coelho de Sousa: Fala do Mundo (IV)



(IV)




Mas agora,
Senhor,
Eu peço à luz da aurora,
ao rumor das fontes,
à graça de cada flor,
ao canto dos passarinhos,
à distância dos horizontes,
e às pedras dos caminhos,

Que venhas,
que venhas!
e fiques entre nós,
ao menos um só dia!



Não sei como virás...
Não sei...
Mas tens de vir!

Virá contigo a paz...

mas tens de vir!

Virá a tua lei!
tua alegria!






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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Coelho de Sousa: Fala do Mundo (III)



(III)





Mas, Senhor, quem pode mais viver sem ti?


Ao sol e animais
eu trago rendidos
prantos e ais
alma e sentidos...

No oiro que gerou
a tua mão bondosa
ergueu a minha mão
bezerros e pendões de ingratidão!

E tu falaste
E castigaste...
Mas eu estava ausente,
entregue ao coração
que te neguei,
rasgando a tua lei,
correndo à perdição!



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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Coelho de Sousa: Fala do Mundo (II)



(II)




Aceito, Senhor, o teu castigo
Mas, vem viver ao menos
um dia comigo...


A água que choveu,
E a morte para tanta gente;
E o arco unindo terra e céu,
Eras tu... Só eu estava ausente.


Tinha sabor celeste
o pão que tu me deste
Após o mar aberto
No ardor daquele deserto..

E tu falaste...
As tábuas, a serpente numa haste
Eras tu presente... Só eu estava ausente



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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Coelho de Sousa: Fala do Mundo (I)



(I)





De longe... muito longe...
Trago nas mãos esta maçã
Comida e carcomida
Que me deu a minha mãe.


E não a largo.

Seu travo amargo
que fora doce
no primeiro olhar,
tornou-se
em fel
e em fogo.


Deus! Oh! Deus! eu te rogo
tornai em mel
esta maçã
comida
e carcomida
que me deu a minha mãe
quando me deu a vida !




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