Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Coelho de Sousa: Redondilha








Ninguém sabe quanto vale
O verso da redondilha.
Vale tanto como o sol
Que no céu de dia brilha.

Eu adoro a redondilha
A quadra branda e suave.
É o discurso dos anjos
E doce trinado de ave...

Ia quase a perguntar
Quem sabe se foi num verso
De quadra bela e sonora
Que Deus fez o Universo?!

Redondilha! Redondilha!
Voz do povo e voz de Deus
Tens de subir desta terra

E viver sempre nos céus


publicado por DSousa às 00:22
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Domingo, 27 de Abril de 2008

Coelho de Sousa: À minha mãe






À minha mãe já velhinha,
mesmo assim de xaile e lenço,
Muito simples, sem vaidade.
Eu tenho-lhe amor imenso...

Olha p'ra mim tão contente
Num olhar embevecido...
Que tudo o mais neste mundo
Parece ter esquecido.


Passa a noite e vem o dia
Com o sol mais os seus brilhos,
Em todo o correr do tempo
Ela só pensa nos filhos...

Mas de todos creio eu,
Sem vaidade nem ofensa,
Para os outros meus irmãos
É em mim que ela mais pensa

E a razão é muito simples.
Funda-se no rico dote
Que lhe fez o Senhor Deus:
Dar-lhe um filho Sacerdote.
publicado por DSousa às 00:43
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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Dionisio Sousa:Uma breve nota explicativa (mais uma)





Estas são imagens da capa e da primeira página do manuscrito de Coelho de Sousa, que, nos próximos dias, nos vai trazer ao Álamo Esguio mais alguns poemas da sua autoria.
São apenas seis poemas.
Mas tem a curiosa singularidade histórica de serem, rigorosamente, inéditos.
Escaparam, portanto, às numerosas escolhas que Coelho de Sousa fez dos seus poemas para edição em livros ou jornais.
Talvez por representarem os tempos do seus primeiros passos no universo da poesia.
Com efeito,o caderno, como se pode ver pela sua primeira página, tem a data de 1 de Agosto de 1950.
Todos os poemas estão, efectivamente datados desse ano, mas três deles tem a indicação de "passado a limpo  a 8 de Janeiro de 1950", ou, então,F.1949 C. 1950. O que deverá ser lido como "feito" em 1949 e "copiado" em 1950.
Tudo isto revela, por um lado, a preocupação de preservar estes prováveis primeiros tentames poéticos, e,em segundo lugar, um cuidado em lhes facilitar a leitura, mais que não fosse para o próprio autor. Cuidado que se encontra ausente em tempos posteriores da sua vida e produção poética.
Note-se porém, que não se poderá afirmar que estes poemas sejam, em absoluto, os primeiros de todos os versos que Coelho de Sousa compôs, até porque, este caderno era apenas o terceiro de um conjunto de que se desconhece o paradeiro dos restantes dois.
Por hoje, apenas estas breves considerações.
Para amanhã, o primeiro poema:
Simbolicamente é dedicado e tem por tema "A minha mãe". Figura de grande importância  que foi, na vida e na poesia do autor.
publicado por DSousa às 00:16
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Coelho de Sousa: São Versos de Pentecostes (X e último)






E me devora o desejo
Que bem sei não ser falaz
era ser de fogo um beijo
Que por ti nos desse a paz.


E neste encanto a alegria
que nos dá a caridade
ir no céu viver um dia
para toda a eternidade.

publicado por DSousa às 00:47
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Coelho de Sousa: São Versos de Pentecostes (IX)







Pentecostes, sete dons
Vida toda, divo encanto!
Arco-íris nos seus tons
É por ele que a vida canto.

Ficam-me os olhos nos céus
Como doidos sem guarida.
Espírito Santo de Deus
Só de ti lhes vem a vida.

Como a luz se vem à flor
E como a gota à raiz
É de ti que surge o amor
E faz  a vida feliz.
publicado por DSousa às 00:36
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Sábado, 19 de Abril de 2008

Coelho de Sousa: São Versos de Pentecostes (VIII)









Já não há medo de alfange
Nem a cruz pode assustar,
Só a fuga ainda confrange
quando acerta de lembrar.

Venha  agora quem vier
Decidida está a alma.
Nem que seja até morrer
Que o martírio será a palma

Tudo assim será aceite
Como Ele em puro amor
P'ra ser luz morre o azeite
Bago pisado é melhor.

Pentecostes, vento e fogo
Sacudindo o que é parado
E logo
abrasando o que é chamado.
publicado por DSousa às 00:33
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Coelho de Sousa: São Versos de Pentecostes (VII)







A palavra é fonte aberta
no caudal de sua boca.
Fogo ardente é coisa pouca
Se a labareda desperta
não atinge a terra inteira.

Leva-se o bago ao lagar
E da espiga o grão na eira.
Traz-se a mesa do lar
Onde se come ao redor
o pão-nosso do senhor!


Ciência quanta resumes
Na prudência e no Conselho
São revivos sete lumes
De força, amor e de zelo!



publicado por DSousa às 00:02
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