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ÁLAMO ESGUIO

Tributo à memória e à obra religiosa, artística e cultural do P.e Manuel Coelho de Sousa (1924-1995), figura cimeira da Igreja e cultura açoriana do século XX, como padre, jornalista, poeta, professor, orador, escritor,dramaturgo e animador cultural

ÁLAMO ESGUIO

Tributo à memória e à obra religiosa, artística e cultural do P.e Manuel Coelho de Sousa (1924-1995), figura cimeira da Igreja e cultura açoriana do século XX, como padre, jornalista, poeta, professor, orador, escritor,dramaturgo e animador cultural

Coelho de Sousa: E não podia calar-se (VI)

DSousa, 17.05.07


E não podia calar-se

           (VI)




Ah! Ah! Ah!

Comei! Bebei à farta sem receio!
Aos meus  celeiros ninguém vê o fundo!
Que nem tão pouco se veria o meio
Embora aqui jantasse todo o mundo!




Bravo! Mais vinho! Salvé, Grande Herodes!
Só tu nos compreendes! Salvé, oh! Rei!..




- É claro que estou triste... e só tu podes
Fazer-me alegre... - Diz e te darei:


- Já tantas vezes foi que me prometeste...
Mas o profeta ainda não morreu...
Nos baixos do palácio o prendeste...
Mas quem está presa sou somente eu!




Enquanto a sua voz sempre gritar,
Julgando no pecado o nosso amor,
Hei-de ser triste... manda-o calar..
- Mas como hei-de calar o precursor,


Se o Verbo que lhe sai da boca é fogo?
Se o seu olhar a mim primeiro cala?
Vamos querida, alegra-te e mais logo
Havemos de afogar a sua fala!...




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