Terça-feira, 11 de Janeiro de 2005

"Falta de Conhecimento" - Coelho de Sousa


Falta
de Conhecimento

Eles venceram, graças ao Sangue do Cordeiro e ao testemunho que deram desprezando a própria vida até aceitarem a morte. Por isso alegrai-vos. ó Céus, e vós que lá habitais. Ap. XII, 11


*


Quem, efectivamente, não ama a verdade, é porque ainda não a conhece.
S. Gregório


*


Quem não conhece o Pastor, como pode amá-lo e segui-lo?
Há cada vez mais falta de humildade para se reconhecer tanta ignorância religiosa.

- 325 -

publicado por DSousa às 18:09
linque da entrada | comentar | favorito
Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2005

O tema do Pastor no "Boa Nova" - Coelho de Sousa

Boa Nova

O livro "BOA NOVA" - o último editado por Coelho de Sousa - é elaborado com base num esquema muito simples e que se mantém constante ao longo das suas 360 páginas.

Toma como ponto de partida duas máximas breves, de duas ou três linhas, sobre o tema em título, normalmente de conteúdo religioso ou moral. A primeira dessas máximas é sempre retirada da Bíblia. A segunda, de um grande pensador da tradição cristã.

Segue-se-lhe, a terminar, uma breve reflexão do próprio Coelho de Sousa. Esta reflexão relaciona-se com as duas máximas anteriores, mas acaba por ter conteúdo por si mesma e pode funcionar como texto isolado. Por norma, apenas vamos utilizar para o blog esta última reflexão de Coelho de Sousa.

Hoje, excepcionalmente, e por se tratar do primeiro exemplo, vamos transcrever, nos dois "post" seguintes, a totalidade do texto do "BOA NOVA" sobre o tema do pastor.

publicado por DSousa às 14:09
linque da entrada | comentar | ver comentários (1) | favorito
Domingo, 2 de Janeiro de 2005

A Poesia do Pastor de Almas - Coelho de Sousa

As preocupações de Coelho de Sousa, como Pastor de almas e pessoas, reveladas nas duas últimas obras da sua vida, MIGALHAS e BOA NOVA, não estarão ausentes da sua inspiração poética. É o que documenta o seguinte poema, do "TRÊS DE ESPADAS":


Três de Espadas PASTOR


Estou no monte ao luar,

Vigiando o meu rebanho,

Não venham lobos tragar

Os anhos que guardo e tenho.


Neste mundo ingrato e vário,

sem cuidar vivido instante,

Não quero ser mercenário;

Quero morrer vigilante.


E dou por ti e por todos

- A minha alma e pastoreio -...

Não tenho medo dos lobos!

Estás comigo em meu seio...!
publicado por DSousa às 08:26
linque da entrada | comentar | favorito

As "Migalhas" da "Boa Nova" e a "Boa Nova" em "Migalhas"


  • "Migalhas" e "Boa Nova" foram as duas últimas obras publicadas por Coelho de Sousa. A primeira, em 1987 e a segunda, em 1994.

  • Ao contrário das outras três obras publicadas em vida de Coelho de Sousa - (Poemas de Aquém e Além (1955), Três de Espadas (1979), e Na Rota da Emigração Amiga (1983) - aquelas duas últimas obras obedecem a preocupações pastorais e sacerdotais de catequese e apologética pastoral e religiosa, do ponto de vista do seu conteúdo concreto, e resultam da compilação de notas e apontamentos de reflexão diária, publicados, originalmente, no Jornal "A UNIÃO", de que Coelho de Sousa foi Chefe de Redacção e Director, durante anos.

  • Da introdução a cada uma delas, respigamos as afirmações que anunciam estas características.

  • Nas "Migalhas", diz Coelho de Sousa, em texto que designa de "Aperitivo":

  • "No banquete desta vida peregrina, tantas vezes, a Verdade e o Amor aparecem poluídos por ideologias erradas. Por isso, no dia-a-dia do velho jornal "A União" se foram deixando estas simples migalhas de verdade e amor para conforto de possíveis leitores, que apreciam este Pão-Nosso divino e humano.

  • Para que tais migalhas não se perdessem na sina efémera dum jornal diário, e a pedido de muitos leitores, elas aí ficam arquivadas neste pequeno volume, com a mesma simplicidade de origem e amigo papel de arquivo".

  • Na "Boa Nova", 7 anos passados, sob o título Voltamos... diz-se:

  • "Feliz o escriba que sabe e pode tirar coisas velhas e coisas novas do seu tesouro-arquivo. E muito mais feliz será, sabendo que o Senhor da Verdade e do Bem, se revela, de preferência, nos pequeninos.

  • Tentou-se que assim fosse, quando aqui, migalhas de Amor, se puseram na mesa da comunidade.

  • Agora a fonte, o tal tesouro-arquivo será, de novo, a Bíblia, plena de coisas novas e velhas, com sabor profético e apostólico de Boa-Nova, Evangélica. (...) Voltamos forçados pelos empenhos generosos de muitos leitores."
publicado por DSousa às 00:30
linque da entrada | comentar | favorito
Sábado, 1 de Janeiro de 2005

A "Migalha" de Coelho de Sousa para o dia 1 de Janeiro

Migalhas



  • Em 1987, Coelho de Sousa publicou uma colectânea de pensamentos, em formato de bolso, a acompanhar os 365 dias do ano, a que deu o nome de "Migalhas" e que dedicou ao "povo da Vila de São Sebastião".

  • Registamos aqui a "migalha" de pensamento, para o primeiro dia do ano:

  • "Há um ditado que diz: Não se conta com quem bem começa, mas, sim, com quem bem acaba. Todavia, também é verdade que, raramente, bem acaba quem mal começou. Ou seja, tal vida, tal fim, dizem os latinos.

  • Por isso um célebre filósofo grego antigo ensinou ao príncipe: se queres governar ou governar-te bem, em tudo olha o teu fim. E como ninguém, consciente, se quer perder, então vive agindo com os melhores meios e modos de só progredir na perfeição.

  • Perfeitamente. Ordenará ambientes e maneiras que atinjam os bons fins. E de tal forma que, meios e fins se harmonizem sem prejuízo de ninguém.

  • Tudo isto são princípios ou verdades da experiência antiga? Sim. Mas interessa sempre tirar o novo do velho. Tanto mais quanto as velharias são preciosidades. E às boas migalhas de pão saboroso não fica bem deixá-las cair no chão.

  • Quantas boas refeições se fazem com migalhas? Haja habilidade. E apetite. Estas migalhas vão ser este ano, pão nosso de cada dia."

publicado por DSousa às 23:24
linque da entrada | comentar | favorito

Coelho de Sousa e a Cultura (Religiosa) Popular

Não quero deixar de registar que acabo de encontrar, numa das crónicas de Coelho de Sousa sobre a emigração, compiladas "NA ROTA DA EMIGRAÇÃO AMIGA", palavras do próprio Coelho de Sousa, que confirmam a perspectiva do seu papel na confluência da cultura popular e da cultura religiosa oficial.

Diz ele, referindo uma celebração religiosa da emigração açoriana no Canadá:

"...O povo é bom. É preciso aproveitá-lo. Ajudá-lo.

É sim senhores, o povo é bom. O que é preciso é entendê-lo e respeitá-lo. Purificá-lo de crendices tontas. De velharias ultrapassadas e apanhar e manter o cerne da vida e da Fé. Lá como cá. E quanto antes. Porque mais tarde, será tarde. Passa o combóio da descrença indiferente ou relaxada, e perde-se o que é bom, salutar. Humano e divino. Daqui não há que fugir. Ou quem duvida?"

publicado por DSousa às 22:05
linque da entrada | comentar | favorito

Poema de Coelho de Sousa em Blog

Volto ao "Álamo Esguio", depois da interrupção, mais ou menos inevitável, do período do Natal e Ano Novo. Volto para assinalar, também com inevitável atraso, a publicação, no passado dia 22 de Dezembro,  no  PORTODASPIPAS, do poema de Coelho de Sousa "É URGENTE", do seu último livro de poesia, "TRÊS DE ESPADAS", publicado em 1979. É com especial satisfação que o faço. É um sinal de que a obra e a memória de Coelho de Sousa continuam vivas para aqueles que com ela contactaram ou a vão conhecendo. É alargar este círculo de memórias, referências e testemunhos que se pretende com este "Álamo Esguio". Bem haja Miguel de Azevedo por ter trazido, à memória ou ao conhecimento das pessoas, Coelho de Sousa, precisamente neste período do Natal, a que ele era particularmente sensível e a que, desde os seus tempos de aluno do Seminário de Angra, dedicou a sua capacidade de artista, em comemorá-lo e fazê-lo reviver! Quem quiser reler o poema pode recuperá-lo AQUI.

publicado por DSousa às 11:34
linque da entrada | comentar | ver comentários (1) | favorito

.

.

.Pesquisar neste blogue

 

.Novembro 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
26
27
28
29
30

.Últimas Entradas

. Seis horas antes

. SOBRE A BREVIDADE DA VID...

. Horas antes

. Da cor do gira-sol

. ...

. Logo

. Como a luz...

. Alamo Oliveira: Coelho de...

. O testemunho de Álamo Oli...

. Sacerdote

.Arquivos

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Junho 2014

. Fevereiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

.Tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds