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ÁLAMO ESGUIO

Tributo à memória e à obra religiosa, artística e cultural do P.e Manuel Coelho de Sousa (1924-1995), figura cimeira da Igreja e cultura açoriana do século XX, como padre, jornalista, poeta, professor, orador, escritor,dramaturgo e animador cultural

ÁLAMO ESGUIO

Tributo à memória e à obra religiosa, artística e cultural do P.e Manuel Coelho de Sousa (1924-1995), figura cimeira da Igreja e cultura açoriana do século XX, como padre, jornalista, poeta, professor, orador, escritor,dramaturgo e animador cultural

Coelho de Sousa: A Vida é para ti

DSousa, 06.07.06

border=0> height=359 alt="vida2 capa22.jpg" src="http://alamoes.blogs.sapo.pt/arquivo/vida2 capa22.jpg" width=269 border=0>

Estas são as capas das duas sebentas usadas no Seminário Episcopal de Angra, e que contêm os textos das palestras que Coelho de Sousa leu aos microfones do Rádio Clube da Angra, nos anos 50, sob o título genérico "A Vida é para ti"...
Algumas delas estão datadas e, pelo que se pode, com probabilidade, concluir, por estes e outros indícios, elas devem abranger o período compreendido entre 23 de Junho de 1954 (data do texto mais antigo) e Novembro de 1955 (mês daquele ano que um dos textos ainda refere explicitamente).
Como já foi dito em entrada anterior,  e é facto que as pessoas, que conhecem algo da vida de Coelho de Sousa bem sabem, a sua actividade como colaborador do RCA era uma das tarefas que mais prezava e que manteve durante muitos anos, com as designações mais variadas.
Conversas ao Microfone, Hoje também é dia, Convite, Histórias da Sexta-Feira, Panorama, Palestras de Domingo, Bom dia, e muitos outros.
Em relação a este programa "A Vida é para ti", há, pelo menos, duas singularidades a assinalar.
A primeira é que se trata de um programa redigido em verso.
A segunda é que ele foi interrompido em 1955 e volta a ser retomado em moldes semelhantes em 1961.
Por agora, as entradas no blogue vão-se ficar pelos programas da década de 50.






De Tronco Retorcido... (poema inédito de CS)

DSousa, 02.07.06

height=360 alt="ined de tronco11.jpg" src="http://alamoes.blogs.sapo.pt/arquivo/ined de tronco11.jpg" width=257 border=0>
height=106 alt="Screenshot - 02-07-2006 , 13_55_42.png" src="http://alamoes.blogs.sapo.pt/arquivo/Screenshot - 02-07-2006 , 13_55_42.png" width=129 border=0>
face=verdana>De tronco retorcido
e nu.
De cabeleira ao vento,
esverdecido.
É como tu,
aquele salgueiro tenso,
à beira-mar sonhado.

face=verdana>Abriga da ressaca o pranto.
À vinha que lhe cresce ao lado
e ao pássaro que lhe guarda o canto
dá ninho saboroso e agasalhante,
com beijos de luar e maresia.

face=verdana>Assim, amor, vê lá
se há neste mundo
cabeleira igual.

Não há.













Coelho de Sousa: Mais uma opinião

DSousa, 01.07.06
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Sou assíduo frequentador do Alamoes
e não me canso de passar o seu endereço aos amigos e antigos alunos de CS.

Não sendo crítico nem literato, apercebo-me de que os seus poemas revelam uma grande qualidade poética.

Este é um Coelho de Sousa aberto e sensivel ao amor humano, com vivências e sentimentos que os clérigos habitualmente escondem e, normalmente, diabolizam.

Louvo o trabalho do DS e espero que os responsáveis pela cultura entendam o valor deste trabalho de divulgação, publicando em livro a obra poética inédita deste escritor tão bom como os melhores da literatura açoriana.






Coelho de Sousa: Um testemunho

DSousa, 01.07.06


O texto que se segue já apareceu neste blogue, em 9 de Abril passado, como comentário a um dos textos de Coelho de Sousa.
Mas, pelo seu significado, como testemunho de um antigo aluno de CS, julguei de interesse voltar a publicá-lo.
Agora, com o destaque de uma entrada do blogue: 



 

dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px">height=294 alt=Digitalizar.jpg src="http://alamoes.blogs.sapo.pt/arquivo/Digitalizar.jpg" width=320 border=0>

Só hoje tive acesso a este blog.
Fui aluno de português do Pe Coelho de Sousa, no Seminário de Angra, no início dos anos 60, e dele recordo o rosto alegre e o riso aberto e franco e o semblante carregado e distante dos dias cinzentos de Angra, quando o Monte Brasil se encontrava fechado em neblina.
Nesses dias, o Pe Coelho entrava na portaria do Seminário, envolvido pela sua capa negra e escondido no seu chapéu.
O Padre Coelho de Sousa foi artista plástico, artista da palavra escrita e falada, um comunicador dos palcos e dos púlpitos, um homem de cultura.
Esses dons, porém, não o tornaram nem distante das pessoas do povo, nem lhe deram uma mentalidade elitista.
CS era um sacerdote que conhecia a alma, a fala e a cultura do povo e, quando em pregações pelas Ilhas do Grupo Central, inteirava-se da sua forma de vida.

Não tenho dúvida em dizer que CS foi um dos mais apreciados e conhecidos oradores sacros da última metade do século passado pois reunia na arte da oratória a capacidade de bem dizer, de expôr a doutrina e de convencer o auditório.
Era o orador mais pretendido do seu tempo para as festas maiores.
E, se poucas vezes subiu o púlpito da Sé, foi por não pertencer ao Cabido, o que não o molestava.
Foi um respeitador obediente da autoridade diocesana e a sua permanência durante décadas como pároco da sua Vila, prova o seu espírito de servir numa paróquia do campo.
Já comecei a ler alguns dos seus poemas e notas diárias publicadas na União.
Então, não as lia com atenção.
Reconheço agora que eles revelam o conhecimento profundo do homem, uma notável grandeza de sentimentos e um apreciável conhecimento e domínio da lingua portuguesa nas suas mais diversas vertentes artísticas.
CS merecia que os estudiosos da cultura açoriana, e a própria Igreja, compilasse e investigasse a sua obra.
Este blog, um "media" das novas tecnologias, constitui um dos processos eficazes de o fazer.
Dele vou dar conhecimento aos meus colegas e seus antigos alunos, para que conheçam melhor o Mestre.
Obrigado, Dionísio e continua porque a obra do Pe Coelho de Sousa vale a pena.
















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