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ÁLAMO ESGUIO

Tributo à memória e à obra religiosa, artística e cultural do P.e Manuel Coelho de Sousa (1924-1995), figura cimeira da Igreja e cultura açoriana do século XX, como padre, jornalista, poeta, professor, orador, escritor,dramaturgo e animador cultural

ÁLAMO ESGUIO

Tributo à memória e à obra religiosa, artística e cultural do P.e Manuel Coelho de Sousa (1924-1995), figura cimeira da Igreja e cultura açoriana do século XX, como padre, jornalista, poeta, professor, orador, escritor,dramaturgo e animador cultural

Coelho de Sousa: Uma história em quadras (III)

DSousa, 10.11.06

Uma história feita em quadras

 

Nossa Senhora nasceu.
Foi-se a noite e vem o dia.
Par em par abriu-se o céu
findando do mundo a agonia.

Nossa Senhora nasceu.
como nasce a branca estrela
Lá no mais alto do céu...
E o mundo nasceu com Ela.

Nossa Senhora nasceu.
Nasceu com Ela a esperança
de ser um dia o céu
Pertença da nossa herança.

 

 

Nossa Senhora nasceu.
Dorme agora um sono lindo!
E tem a alma no céu
Num sonho de amor infindo.

Coelho de Sousa: Uma história em quadras (I)

DSousa, 06.11.06

Uma história feita em quadras

 

Gostava de ser criança
Para contar às criancinhas
feita de luz e bonança
de muito sol e luar
e margaridas branquinhas...

 

Gostava de ser criança
e ter a voz de menino,
com um sorriso de amor...
na fala um fio de esp'rança
em busca do meu destino,
meu destino! oh! meu Senhor!

 

Mas criança, já não sou...
As primaveras rodaram,
mais de 30 sobre mim...
O tempo veio e passou.
As primaveras levaram
sonhos lindos sem fim.

Coelho de Sousa: Variações sobre o Mar-Espelho (VII e último)

DSousa, 04.11.06
Calderon de la Barca afirmou

El mejor amigo, el mar!

Muito mais quando nele está embarcada a fonte da amizade,
Cristo,
rei e centro de todos os corações
para a pescaria divina
nas malhas do amor eterno.
Também eu digo, com Ruben Dario

Mar! Mar fraternal! Mar santo;
Mi alma siente la influencia de tu alma invisible...

Mar! O Mar.
Arremedo tenebroso da insondável eternidade!

Mar! O mar.
Um céu de água
onde Cristo embarcou,
por entre o bem e a mágoa
da barca-em-cruz
que nos levou
ao porto da sua luz!
Mar! Oh! Mar dos Açores
em pescaria de amores
nas redes do amor
De Cristo, Nosso Senhor!

Coelho de Sousa: Variações sobre o Mar-Espelho (VI)

DSousa, 02.11.06
Ao primeiro dia, mais de três mil,
em frente do Sinédrio incrédulo e deicida...


E quando a cruz for, de ti, como de mim, a herança,
terás subido a encosta deste mundo agónico...
Leva a luz que eu sou no mar da vida,
guardada nesta barca sem ter fenda, a minha igreja...
E os polos hão-de unir-se à margem deste lago  de amor
sempre tranquilo, o coração que é meu para te dar...
E as gentes comerão... o peixe assado nas chamas desse lago, que é de fogo...
o coração que é meu para te queimar-
de gozo eternamente.


O mar! Ai o mar,
açorianos, somos os filhos do mar...
Cada ilha é uma barca...
e é margem. 
E nós somos quem deve escutar!
e ai de quem não se embarca
para ouvir o Verbo ensinar...

 

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