Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Coelho de Sousa: Mãos ungidas

 

 


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Mãos Ungidas



Como sou feliz voando sem ter asas!

No céu do meu ideal não há distâncias

Os vales e as montanhas: campo raso

Amar é ponte sem espaço nem lugar:

 

No céu do meu ideal

É sempre dia claro a mais de 30 graus

Que eu sinta o coração a arder…mas sem ter brasas

 

E há uma só estação

Com vinho e mesa farta, em mesa posta

 

 

Assim os roseirais são óleo

Ainda que rasgada minha alma

- O trigo só é pão à mó do moinho

e quando queima o fogo

E só morrendo a uva, nasce o vinho

 

Como eu sou feliz voando sem ter asas

Pois as mãos ungidas voam mais que asas.

 

 

S. Rafael, 15-VIII-954

 

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Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Coelho de Sousa : Oh! meu amor...

 

 


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Oh! Meu amor ilhéu, de coração

Enchemos de ternura

A espera da manhã

Do grande peixe e o sol

 

 

Que a lira morta no mar

Das sapateias saudosa

Não intimida ninguém

Que seja bravo e açor

 

 

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publicado por DSousa às 00:45
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Sábado, 11 de Julho de 2009

Coelho de Sousa: Coração divino...

 

 


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Coração divino aceita

Nossa prece pela Igreja

Que ela seja, em paz refeita,

O sinal que se deseja.

 

Ouvi-nos Senhor

A quem não tem, dai o pão

e a quem enferma a saúde

A quem pecou dá virtude

Na graça do teu perdão.

 

Ouvi-nos Senhor

 

Saibam sorrir as crianças.

Que os jovens saibam viver

E não morram sem esp’rança

Os velhinhos a sofrer.

 

Ouvi-nos Senhor

 

Que o amor consagre os pais

Em santa vida comunitária

Que progrida mais e mais

O povo da Candelária

 

Ouvi-nos Senhor!

 

A cantar, rezar, vibrar

Por amor demos as mãos

Ninguém é ilha no mar

Pois todos somos irmãos!

 

Ouvi-nos Senhor

 

Deus e Senhor, nos ouvistes!

Ansiando o mais além!

Não podemos viver tristes…

Mas alegres… Sempre . Ámen!

 

 

 

publicado por DSousa às 00:41
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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Coelho de Sousa: As pedras...

 

 


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As pedras solitárias do mar de S. Mateus,

Negras, duras

Estão gritando: o seu aos seus, a Deus!

E, de roldão, sargaços babam as pedras

Negras, duras

Intransigentes, belas, solitárias, fortes

Mas sua voz não morre… Aos seus!

Eu creio na verdade-jovem destas pedras

Negras, solitárias, duras

Intransigentes, fortes…

 

E vamos de mãos dadas fazer

Das pedras negras, duras, intransigentes, belas,

O porto onde o amor desembarca e desembarcam ideais

Que o mar

É de quem sofre por amar

o seu e os seus.

 

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Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Coelho de Sousa : As Mãos

 

 


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As mãos! As tuas mãos são um poema heróico e divinal

A palavra aberta em mapa mundi

Onde se cruzam rotas

Que ninguém sulcou.

E os dedos? Filigranas alegóricas,

Olímpicas ogivas em conluio

Para susterem traves que o amor engendra!

 

As mãos! As tuas mãos parelham decassílabos

rimados como flores em festão deiforme.

A música de um sonho em oratória alada!

A delirante réstia de um luar azul

Falando o gesto nobre duma entrega ideal.

 

As mãos! As tuas mãos um delta

Que se abriu no mar

da nossa vida assim

raiando o ser de quinta-essência eterna.

E âncora divina em que uma esperança assenta

Nosso regresso e praxe aureolados!

 

As mãos! As tuas mãos são ninho

em que o amor gerou consolações sem fim

São concha onde bebi felicidade tanta

Que nunca mais quisera o seu frescor deixar.

 

As mãos! As tuas mãos tocaram minha fronte

E logo foram coroa refulgindo a vida.

E quando um dia as tuas mãos ergueram
meu coração-menino ao céu

O sol eclipsou-se finalmente

E para ti fiquei só eu!

 

 

As mãos! As tuas mãos, perdi-as.

As tuas mãos voaram pelo céu além!

Agora vou contando os dias…

De me encontrar de novo em tuas mãos, ó mãe!

 

 

 

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Domingo, 5 de Julho de 2009

Coelho de Sousa : Lagar

 

 


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Maldita seja a hora em que alinhave

O verso que me fique preso aos dedos.

Como um fantasma horrível de ser grave!

Oh! Que desgraça

Apodrecer

Resignadamente!

Quebrem-se os nós à realidade informe

E viva quem tem rosas no olhar!

Desprenda-se a palavra como um bago de uva

E nasça em minha boca este lagar.

 

O vinho da verdade é sangue

Se a vida se não cansa e não desarma.

 

 

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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Coelho de Sousa: Para segredos dizeres...

 

 


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Para segredos dizeres

Teus olhos prendes nos meus

Não sei que mores prazeres

Possa haver sob estes céus

 

 

Oh! Minha mãe, minha mãe

Quando te fores não sei

A quem possa eu contar

Os segredos que guardei…

 

 

 

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publicado por DSousa às 00:18
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