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ÁLAMO ESGUIO

Tributo à memória e à obra religiosa, artística e cultural do P.e Manuel Coelho de Sousa (1924-1995), figura cimeira da Igreja e cultura açoriana do século XX, como padre, jornalista, poeta, professor, orador, escritor,dramaturgo e animador cultural

ÁLAMO ESGUIO

Tributo à memória e à obra religiosa, artística e cultural do P.e Manuel Coelho de Sousa (1924-1995), figura cimeira da Igreja e cultura açoriana do século XX, como padre, jornalista, poeta, professor, orador, escritor,dramaturgo e animador cultural

O testemunho de Álamo Oliveira sobre Coelho de Sousa

DSousa, 03.12.13

 

O texto do grande escritor açoriano Álamo Oliveira sobre Coelho de Sousa.

 

É um texro perfeito. Literária e historicamente. Resume com exactidão e justeza o grande contributo de C.S. para a cultura açoriana

( publicado no suplemento Letras e Artes dirigido por Vamberto de Freitas  e Álamo Oliveira)

 

 

 

ÁLAMO OLIVEIRA

COELHO de SOUSA

(1924 – 1995)

O Padre Manuel Coelho de Sousa deixou marca indelével na vida sociocultural e religiosa dos Açores.

Foi orador notável, professor no Seminário e Liceu de Angra, poeta-escritor, artista plástico, dramaturgo, jornalista. Publicou vários livros com crónicas de viagem, reflexões de cariz religioso, sendo de realçar os seus dois livros de poesia: Poemas de Aquém e Além (1955) e Três de Espadas (1979).

Caído no limbo do nosso esquecimento, Coelho de Sousa ressurge agora através da edição de um conjunto notável de poemas inéditos e que Dionísio Sousa reuniu e preparou sob o nome de Testamento Poético. O livro é uma sentida homenagem ao Homem de cultura plural, que se exprimia, em discurso oral e escrito, de forma lúcida, pensamento preclaro, no melhor e mais elegante vernáculo.

Para além de poeta-escritor e de pedagogo emérito, Coelho de Sousa foi jornalista empenhado nas grandes causas sociais, políticas e religiosas do seu tempo, impondo corajosamente a sua argumentação a favor de quantos eram ostracizados e desfavorecidos e contra tudo o que constituísse manifestação de prepotência. Foi homem de Palavra, de olhar justo e de profunda compreensão.

Conquistou leitores para os seus escritos no jornal «A União», de que foi chefe de redação e director; conquistou ouvintes para o Rádio Clube de Angra através de pequenas palestras de conteúdo popular e incisivo.

Dionísio Sousa informa que, no espólio de seu tio Coelho de Sousa, encontrou 19 textos de teatro, quase todos já encenados, mas nunca publicados.

Com esse fim, é trabalho que pretende iniciar, procurando organizar os textos por géneros dramáticos, uma vez que, na coleção, se encontram incursões pela escrita clássica, romântica, neo-realista, contemporânea, em alternâncias eruditas e populares, nas modalidades de drama, comédia, tragicomédia, auto, farsa e até enredos de Carnaval. Na Terceira, Muito se ficoucou a dever ao dramaturgo Coelho de Sousa. Ele encontrou, no Seminário e em várias associações culturais de Angra, um viveiro de atores que dirigia com enorme sensibilidade, sendo sempre surpreendente o resultado final. Durante largos anos, ele foi responsável pelo que, de melhor, se fez a nível de teatro.

Há que ficar atentos a este assunto.

 

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