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ÁLAMO ESGUIO

Tributo à memória e à obra religiosa, artística e cultural do P.e Manuel Coelho de Sousa (1924-1995), figura cimeira da Igreja e cultura açoriana do século XX, como padre, jornalista, poeta, professor, orador, escritor,dramaturgo e animador cultural

ÁLAMO ESGUIO

Tributo à memória e à obra religiosa, artística e cultural do P.e Manuel Coelho de Sousa (1924-1995), figura cimeira da Igreja e cultura açoriana do século XX, como padre, jornalista, poeta, professor, orador, escritor,dramaturgo e animador cultural

Coelho de Sousa: Natal - A noite e o dia (VI)

DSousa, 11.01.08




(VI)






Distância vertical que percorreste
E o termo o horizonte em que eu estava.
A minha voz distante, atroz e cava.
O sol se comoveu nascido a Leste.

Reverdeceu a pedra feita lava,
A flor desabrochou, áurea, celeste
E perfilhou-se a vida não escrava
Pois é real a vida que me deste.

As linhas se encontraram : foi a Cruz
Amor que se satisfez no consumado
Suficiente a posse. E o mais deduz.


Que suba o horizonte! Hoje comigo.
De todo o corpo a morte e chaga ao lado

Para que lhe seja eterno o céu - abrigo


Coelho de Sousa: O Mar e a Dor (VII)

DSousa, 17.10.06

 

O mar e a dor ( VII)

 

 

E foi o fim.

 


Então o mar bramiu furioso...
O sal ficou tão amargoso
Que o seu travor
Só pudesse o amor
de um Deus
Enfim
tragar...

 


 

 

Bateu de encontro à cruz
O mar salgado.
Mas foi da treva que nasceu a luz.
E o sal do pecado
Ficou a ser doçura
Redimida
em graça e na fartura
do amor que em morte trouxe a plena vida...
A vida que é para ti...

 


 


O sal e a dor!
É tudo amor!
Amor! amor!