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ÁLAMO ESGUIO

Tributo à memória e à obra religiosa, artística e cultural do P.e Manuel Coelho de Sousa (1924-1995), figura cimeira da Igreja e cultura açoriana do século XX, como padre, jornalista, poeta, professor, orador, escritor,dramaturgo e animador cultural

ÁLAMO ESGUIO

Tributo à memória e à obra religiosa, artística e cultural do P.e Manuel Coelho de Sousa (1924-1995), figura cimeira da Igreja e cultura açoriana do século XX, como padre, jornalista, poeta, professor, orador, escritor,dramaturgo e animador cultural

Coelho de Sousa: Irmã... (II)

DSousa, 03.04.08









Teus olhos tem de ser claros faróis
Rasgando o mar da vida com seus brilhos
Mesmo a chorar tu tens der ser amparo
Ao teu esposo amado e aos teus filhos.


Teus olhos no retrato vem lembrar
Que atrás de uma maré há muitas mais...
Quem sabe se é um mar que tens para chorar.

Dizem que o mar é feito só do pranto
Que as mães de Portugal têm chorado
E tu, irmã, já tens chorado tanto!


Embora a vida seja um só adeus
Não penses noutra ausência do teu amor.
Não desanimes, pelo amor de Deus.


Nem todos são chamados para a guerra.
Também precisa a Pátria de defesa
Aqui pelos Açores, nossa terra.

Outro retrato eu quero receber
Mas a sorrir, alegre, esperançada
E basta, minha irmã, estás-me a entender?


Coelho de Sousa: O Mar e a Dor (IV)

DSousa, 11.10.06

 

O Mar e a dor (IV)

 

Oh! Mar alto, mar tão largo
Em cada onda que tens
Anda o sal do pranto amargo
Que choraram nossas mães!
 
Nesse teu olhar pisado
Cor de goivo e de martírio
Anda a sombra do pecado
Que manchou da alma o lírio.
 
Não é teu, que não podia
esse mal ser-te pertença...
Só é nossa a rebeldia
Só é nossa a vil ofensa.