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ÁLAMO ESGUIO

Tributo à memória e à obra religiosa, artística e cultural do P.e Manuel Coelho de Sousa (1924-1995), figura cimeira da Igreja e cultura açoriana do século XX, como padre, jornalista, poeta, professor, orador, escritor,dramaturgo e animador cultural

ÁLAMO ESGUIO

Tributo à memória e à obra religiosa, artística e cultural do P.e Manuel Coelho de Sousa (1924-1995), figura cimeira da Igreja e cultura açoriana do século XX, como padre, jornalista, poeta, professor, orador, escritor,dramaturgo e animador cultural

Coelho de Sousa: Natal- A noite e o dia (VII e último)

DSousa, 15.01.08



(VII)







Não mais agora, o tempo é breve e passa.
A onda em que me encontro é tão ligeira!
Mas fique sempre em mim a tua graça
Na voz que as ilhas todas é primeira...


Ela se expande alada e não desfaça.
Em redor teu qual grão na eira.
Palavra seja tua a que perpassa
Em vida e para ti - Voz da Terceira.

E boca e pensamento hã-de ter pão
Amor minha vontade e coração
A todos sempre dado em teu altar.

E nada mais direi que tudo é dito:
Louvado seja Deus! Sempre bendito!
A noite e o dia certos. Verde-Mar.



Coelho de Sousa: Variações sobre o Mar-Espelho (II)

DSousa, 25.10.06
Nada tão variável nestes Açores como o tempo.
Lembras-te, estimado ouvinte, ontem um dia saboroso, encantador, cheio de sol sem ferir, nem vento de rasgar,diáfano, rutilante e concretizador.

Podiam contar-se, um por um, os franjais das nuvens na
lentidão do dia...

Os verdes, do vale à serra, tinham postas as mãos numa esperança ubérrima...

E a promessa dos trigais maduros tinha posta a mesa, grão em grão das tulhas cheias...

Ei! vaca p'ra diante!

O dia foi todo cor de leite...

Tingido com azul de céu sobre a cabeça, e rumos de azulina igual além do mar...

Oh! Padre Nosso!
O pão de cada dia nos dai hoje!